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Mt 16.18: “Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra
edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra
ela.”
A palavra grega ekklesia (igreja), literalmente, refere-se à reunião
de um povo, por convocação (gr. ekkaleo). No NT, o termo designa
principalmente o conjunto do povo de Deus em Cristo, que se reúne como
cidadãos do reino de Deus (Ef 2.19), com o propósito de adorar a Deus. A
palavra “igreja” pode referir-se a uma igreja local (Mt 18.17; At 15.4) ou à
igreja no sentido universal (16.18; At 20.28; Ef 2.21, 22).
A igreja é apresentada como o povo de Deus (1Co 1.2; 10.32; 1Pe 2.4-10),
o agrupamento dos crentes redimidos como fruto da morte de Cristo (1Pe
.18,19). É um povo peregrino que já não pertence a esta terra (Hb 13.12-14),
cujo primeiro dever é viver e cultivar uma comunhão real e pessoal com Deus
(1Pe 2.5; ver Hb 11.6 nota).
A igreja foi chamada para deixar o mundo e ingressar no reino de Deus. A
separação do mundo é parte inerente da natureza da igreja e a recompensa
disso é ter o Senhor por Deus e Pai (2Co 6.16-18).
A igreja é o templo de Deus e do Espírito Santo (1Co 3.16; 2Co 6.14-7.1;
Ef 2.11-22; 1Pe 2.4-10). Este fato, no tocante à igreja, requer dela
separação da iniqüidade e da imoralidade.
A igreja é o corpo de Cristo (1Co 6.15,16; 10.16,17; 12.12-27). Isto
indica que não pode existir igreja verdadeira sem união vital dos seus
membros com Cristo. A cabeça do corpo é Cristo (Cl 1.18; Ef 1.22; 4.15;
5.23).
A igreja é a noiva de Cristo (2Co 11.2; Ef 5.23-27; Ap 19.7-9). Este
conceito nupcial enfatiza tanto a lealdade, devoção e fidelidade da igreja a
Cristo, quanto o amor de Cristo à sua igreja e sua comunhão com ela.
A igreja é uma comunhão (gr. koinonia) espiritual (2Co 13.14; Fp 2.1).
Isto inclui a habitação nela do Espírito Santo (Lc 11.13; Jo 7.37-39;
20.22), a unidade do Espírito (Ef 4.4) e o batismo com o Espírito (At 1.5;
2.4; 8.14-17; 10.44; 19.1-7). Esta comunhão deve ser uma demonstração
visível do mútuo amor e cuidado entre os irmãos (Jo 13.34,35).
A igreja é um ministério (gr. diakonia) espiritual. Ela ministra por meio
de dons (gr. charismata) outorgados pelo Espírito Santo (Rm 12.6; 1Co 1.7;
12.4-11, 20-31; Ef 4.11).
A igreja é um exército engajado num conflito espiritual, batalhando com a
espada e o poder do Espírito (Ef 6.17). Seu combate é espiritual, contra
Satanás e o pecado. O Espírito que está na igreja e a enche, é qual
guerreiro manejando a Palavra viva de Deus, libertando as pessoas do domínio
de Satanás e anulando todos os poderes das trevas (At 26.18; Hb 4.12; Ap
1.16; 2.16; 19.15, 21).
A igreja é a coluna e o fundamento da verdade (1Tm 3.15), funcionando,
assim, como o alicerce que sustenta uma construção. A igreja deve sustentar
a verdade e conservá-la íntegra, defendendo-a contra os deturpadores e os
falsos mestres (Fp 1.17; Jd 3). A igreja é um povo possuidor de uma
esperança futura. Esta esperança tem por centro a volta de Cristo para
buscar o seu povo (Jo 14.3; 1Tm 6.14; 2Tm 4.8; Tt 2.13; Hb 9.28).
A igreja é tanto invisível como visível.
A igreja invisível é o conjunto dos crentes verdadeiros, unidos por sua
fé viva em Cristo.
A igreja visível consiste de congregações locais, compostas de crentes
vencedores e fiéis (Ap 22.11, 17, 26), bem como de crentes professos, porém
falsos (Ap 2.2); “caídos” (Ap 2.5); espiritualmente “mortos” (Ap 3.1); e
“mornos” (Ap 3.16; Mt 13.24; At 12.5).
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